Mi Julich

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sou jornalista

         Quis ser vendedora, decoradora, desenhista, atriz e professora, mas virei jornalista. Tenho uma profissão que permite ser um pouco de tudo. Hoje vendo minhas ideias, estruturo frases, procuro o melhor tom, ilustro através das palavras qualquer situação, fato ou ato, interpreto boas histórias, dissemino conhecimento e boas lições. Posso fazer isso pela rádio, revista, jornal ou televisão, mas prefiro a internet, um meio de maior difusão. Já fui assessora de imprensa, apresentadora, mas gosto de ser escritora e diagramadora. Gosto da poesia, detalhar a realidade com melodia, redigir textos com ousadia. Aprendi a ver as pessoas com respeito e a tratá-las com dignidade. Sei ouvir, observar e falo muito. Gosto muito do poder que o jornalismo me traz.         Posso viajar pelos quatro cantos do mundo ou ficar na frente de uma tela de computador. Tenho uma agenda lotada de contatos. Amo as pessoas e os segredos que elas podem me contar. Amo descobrir lugares, sou curiosa, humana e justa. Terei sempre na ponta da lingua e dos dedos, boas histórias para contar.   Sou jornalista!                            
                                                                     
                                                   

domingo, 11 de setembro de 2011

Com amor e carinho, Michelli

O cartão de formatura da minha amiga estava lotado. Haviam felicitações intensas de mais de três linhas, sobrou-me um espaço que mal cabia meu nome. Eu não sei escrever pouco, falar pouco, expressar em apenas uma, duas ou três palavras o meu sentimento em compartilhar um momento de tanta importância. Os anos de estudo, as dificuldades para estar ali, a adaptação a todo processo de amadurecimento, de profissionalismo, não caberiam em poucas letras. O desejo de felicidade já me roubava todo espaço. O cartão é o certificado concreto de reconhecimento. É declaração. Escrever um cartão sob pressão é como dar parabéns robotizado pelo facebook. O cartão pede tempo. O cartão é eterno, suas frases marcam carinho, confirmação do carinho, atenção. O cartão revela o carinho. Quando escrevo recordo momentos, choro, deslancho risos, retribuo a amizade, o amor, considero a importância do receptor. Tenho uma caixa de cartões que não foram escritos. Não entrego um cartão se não tiver um bom pretesto, emoção. O cheiro do suor nos dedos, a gota da lágrima ou o rabisco. Não escrevo um cartão se não for de coração.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

redescobrindo-me

Faz tempo que não desabafo sério. Mesmo sabendo que  desabafar é bom, saudável. Me calo para a escrita. Penso em uma frase incompleta, não aparecem novas palavras rimadas para compor o desabafo. Tenho esbanjado as palavras demais, mas ando refletindo pouco. Antes escrevia para me encontrar, hoje converso desabafos. Sou egoísta e não sei escrever emoções, dor, amor. Tenho ciume e falo, tenho amor e declaro, choro. Desabafar através da escrita sempre foi a forma mais fácil de me entender. Eu me lia e relia em cada texto. Hoje trato as palavras com banalidade. Expulso-as na hora da emoção, sem medidas. Elogio, surpreendo com palavras, magoo. Livro-me de qualquer emoção, como se fosse mais uma tarefa a cumprir. Senti, falei, sorri, chorei e pronto, minha lista de afazeres foi cumprida no exato momento que se fez. Não guardo minhas emoções como material para análise. Sinto falta da conversa com minha grafia, das entrelinhas, do que tenho para escrever e não escrevo. Sinto falta de me enxergar por dentro. Fiz um rascunho para poder ver o que ainda me lembro. Simplesmente vivo os sentimentos, hoje me rendo. Analiso a escrita e perdoo cada vírgula fora do lugar.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O amor ajeita os livros e filmes. Emparelha os copos para virar coleção. Arruma as bebidas para que a Amarula fique sempre na frente. Alinha os retratos. Acende velas. Tira o pó. O amor organiza a estante.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Férias não, preciso de outra vida


Disse Carpinejar: “Não preciso de férias, preciso de outra vida.” É isso! Depois de muito tempo resolvi tirar férias, mas não aquelas férias com dias contados, com hora marcada para volta. Férias para não ser interrompida por problemas de trabalho, ou por preocupação de mãe. Resolvi tirar férias da rotina, ela me torturava, acabava com meu sono e a energia para levantar. Resolvi que queria não ter hora para dormir, praticar algum exercício físico sem pressão, marcar cabeleireiro fora da hora de almoço, assim, sem pressa. Resolvi tirar férias das explicações, das metas, do juízo, dos dias da semana. Cortei meu cabelo, aquelas madeixas longas que me exigiam atenção. Quero confundir minha cabeça para não saber a hora, mudei até o toque do celular para não lembrar das ligações indesejadas. Resolvi tirar essas férias para me desapegar do tempo, da necessidade do tempo. Quero visitar novamente os lugares que já andei, para olhar com maturidade e liberdade para todos os detalhes que hoje possam ser significantes. Quero procurar novas musicas, assistir a sessão da tarde, a novela das nove. Limpei minha agenda de atividades, minha caixa de links favoritos, tirei meus sapatos da estante e coloquei de volta todos os livros da minha coleção, levei algumas roupas para um brechó. Quero novidade, limpar a mente como quem faz uma faxina no apartamento. Receber móveis novos para mais tarde adaptar a decoração aos móveis antigos. Quero uma decoração clean mesclada com detalhes antigos e objeto de valor. Eu preciso de férias! Na verdade, eu preciso de outra vida!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

desapego ao rabicó

Esses dias ouvi um comentário bobo, que me fez refletir muito. Um amigo disse: -"tenho que ter várias canetas, nunca sei onde estão". Os homens precisam ter quantidade, não ligam tanto para qualidade, isso é normal, é da natureza masculina, o desapego. Precisam ter muitas canetas, e não se importam em perder uma ou outra, não dão valor sentimental a elas, é fato! Quanto mais canetas eles tem, menos se apegam a uma só. As mulheres geralmente tem só uma caneta, se puder ter o nome gravado nela, melhor, cuidamos dela como se fosse a unica. Conheço mulheres que amarram suas canetas para que ninguém as leve, mas não concordo com isso. As mulheres só trocam de caneta quando acaba a tinta, ou quando elas são roubadas, o que é muito comum. Podemos comparar com o sumiço dos rabicós, prendedor de cabelo de elástico, encontro grandes quantidades por R$5 reais, aí, se perder uma, tem as outras 49 do pacote, mas quando vê, foi, não encontramos mais nenhuma por ai. Fiz um teste com uma presilha, prendedor de cabelo, um pouco mais cara, até que durou, comprei somente ela, usava, tirava e guardava, sempre no mesmo lugar, um dia, o esqueci no carro de uma amiga, liguei pra ela, pedi de volta, não pelo valor, mas jurei que não compraria outro, pelo fato de estar cansada de perde-las. Estar sem minha presilha era a mesma sensação de estar sem celular. Esses dias, ela foi roubada por uma ladra sem coração. Como ela me faz falta, nenhuma outra segura meu cabelo tão bem..Se tivesse várias não estaria tão sentida, seria apenas mais uma. Com os homens sigo aprendendo a arte do desapego, afinal, existem muitas variedades de canetas no mercado, sempre aparece uma melhor, mas não vou perder a elegância, quero sempre qualidade, mesmo que custe caro, muito caro.

segunda-feira, 14 de junho de 2010


Quando aceitarmos a idéia de que homem é apenas uma necessidade do cotidiano e não uma necessidade vital, ai sim seremos amadas. Complicado.

Mjulich

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vontade de Viver até a Última Gota

Amo mesmo viver essa vida louca. Amo cada pedacinho de mim, cada pedacinho de vc que se fixou a mim. Amo os detalhes, desde que passei a enxergá-los. Amo o passado, o presente, amo ainda mais o futuro por esperar tanto por ele. Amo trabalhar, amo quem trabalha comigo. Amo ser doída, intensa e constantemente apaixonada por essa coisa chamada AMOR.

Martha Medeiros explica:

(...)Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.

Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

sou meu pai minha mãe

Filha de peixinho, peixinho é. Ando observando muito minha familia, principalmente meu pai e minha mãe. Tento me encaixar nas características de cada um. Minha mãe é um tanto sensível, ao mesmo tempo fechada, valoriza muito a opinião de outros, gosta muito de ajudar as pessoas e esta sempre ao lado do seu companheiro. É uma doceira de mão cheia. Meu pai é comunicativo, festeiro, gosta de estar rodeado por muitas pessoas, mas vive sozinho. Hoje em especial fiquei observando meu pai, um cara humilde com a pele rosada, natural da descendência germânica. Um belo par de valsa. Em poucos minutos já fez amizade com todos que estavam no mesmo ambiente que nós, estilo político. Sempre o incentivei colocar esse dom em prática, já que conhece toda região, receberia muitos votos pelo seu carisma. Minha mãe carrega nos ombros uma juventude judiada, sempre trabalhou pesado, suas linhas de expressão marcam traços de insatisfação, sempre fez muito pelos outros e não recebeu retorno, lamenta não ter terminado seus estudos, mas sabe que nunca é tarde para aprender. O que me orgulha mesmo é vê-los juntos, mesmo divorciados, explico, convivem naturalmente em ambientes familiares e públicos, mas como casal não se fecham. Onde minha vida entra nessa história?! Normalmente me pego contrariando minhas próprias atitudes e desejos. Talvez porque essa mescla de características acabem se confrontando no meu inconsciente. Nem precisei seguir minha análise, tenho mesmo toques marcantes de ambas partes. Sou respingos dos meus pais na maré da nova geração. Meus traços não enganam, tenho em mim, uma Dona Marlise, moderna, e um Cacildo, um tanto despojado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

...quando vejo a realidade fico triste, então, enquanto sonho, deixe-me viver feliz...